2011-04-08

O moleiro comedor de cookies



Taí uma das coisas que mais gosto de comer nas primeiras horas do dia, um bom Cookie de aveia!!!


No início dos anos oitenta, eu passei a maior parte da minha adolecencia no interior de Minas. Foi lá no Sítio Olaria de minha família, que desenvolvi as minhas habilidades culinarescas. Lembro-me perfeitamente daqueles dias de outono inverno onde eu preparava os meus pães, granolas e cookies. Nessa época era muito dificíl encontrar uma boa farinha de trigo integral. Então, de padeiro passei a ser também moleiro! Encomendava o melhor trigo em grão que vinha lá do sul, e moía nas mós do munho d'agua. Aí sim! Tinha alí a minha melhor farinha!












2011-03-31

Oficina...


Pra fazer uma boa focaccia, vamos precisar de:

700g de água pura,
1000g de farinha de trigo branca descorticada,
25g de germen de trigo,
0,5g de fermento bio seco,
10g de açúcar mascavo,
15g de sal marinho + uma boa pitada de sal grosso para cobertura, um ramalhete de alecrim fresco e um bom óleo de oliva!

Vamos fazer assim:
juntamos a farinha com o germen de trigo, o fermento bioseco + água pura e misturamos bem até que ela fique homogênea. Acrescentamos um pouco de oleo de olliva, o sal marinho + o açúcar mascavo, e vamos sovando... sovando... a massa até ficar bem lisa!

Façamos uma boa bola com a massa e deixamos coberta com um pano para deixar que ela repouse por 20 minutos. Assim o fermento bio age com mais tranquilidade e a focaccia vai ficar mais leve e porosa.

Para montar vamos precisar abrir a massa com as mãos, deixando bem estendida na placa para crescer!

Após + 20 minutos de descanso e crescimento, vamos fazer a cobertura colocando um pouco de óleo de oliva , jogamos um pouco de sal grosso + o alecrim fresco desfiado sobre a massa. Assim é bacana! Vamos furar a massa com os dedos das mãos, levar ao forno pré aquecido 200c caindo pra 180c , por 25 minutos.

A mirella...


O outono chega trazendo as novidades da estação mais simpatica do ano!!! Após 18 meses ausente desse caderno, volto trazendo as boas novas... claro, com muitas receitas de produtos orgânicos. Por falar em orgânico, a farinha de trigo da marca MIRELLA , já tem disponível no mercado as farinhas integrais e descorticadas brancas, totalmente isentas de produtos químicos. Vale dizer, 100% orgânico!!!

2009-11-26

Por Eduardo Tristão Girão

  • sábado, 17 de outubro de 2009

    A focaccia do padeiro
    Outro dia comi uma boa focaccia e me lembrei de que havia conseguido uma receita desse pão com o padeiro Marcos Carneiro quando o encontrei na edição deste ano do Festival de Gastronomia de Tiradentes. Foi numa das edições anteriores do evento que o conheci. De lá para cá, soube que ele havia se mudado para o Rio de Janeiro. Perdi seu rastro e o reencontrei lá em Tiradentes. Ele está morando em Ubá e agora tem um blog, o Caderno do padeiro.

    Ele faz todo tipo de pão e tem como uma de suas especialidades as receitas para celíacos - pessoas que não podem ingerir glúten. Mas foi uma tradicional receita de focaccia que ele me passou. O padeiro avisa que o procedimento de jogar água no fundo do forno (para criar vapor) pode entortar o metal, mas que ele pode ser trazido a sua forma original sem maiores transtornos depois. Penso que é mais prático colocar uma fôrma de alumínio vazia na parte de baixo do forno e jogar sobre ela a água. Alguém sabe dizer se dá certo assim?Anote aí:Ingredientes: . 2kg de farinha de trigo especial .1l de água .100g de manteiga . 4 ovos .35g de fermento biológico .55g de açúcar refinado .55g sal marinho .3 ramos de alecrim .25g de sal grosso .30ml de leite .50ml de azeite extravirgem. Modo de preparo: Dissolva o fermento na água e acrescente metade da farinha. Deixe descansar em temperatura ambiente, num recipiente coberto com um pano. Junte os ovos e a manteiga e misture bem. Tempere com o açúcar, o sal marinho e o alecrim (reserve um pouco para a finalização). Dê o ponto da massa com o restante da farinha, até ficar homogênea. Abra a massa com as mãos e deixe descansar. Coloque-a numa assadeira e faça a cobertura com o azeite, o restante do alecrim, o sal grosso e o leite. Imediatamente antes de colocar a assadeira no forno médio preaquecido, jogue 30ml de água no fundo do forno para criar vapor. Feito isso, coloque a assadeira no forno e feche imediatamente. Deixe assar por 20 a 30 minutos.
    Postado por Eduardo Tristão Girão às
    09:20

2009-11-24

Harmonizando pratos, pães e vinhos

Estão chegando as festas de fim de ano, e é sempre gostoso apreciar uma boa comida harmizada com os rótulos, os pratos e os pães artesanais servidos na noite do Natal.
Algumas regras podem ajudar a fazer a combinação certa. É preciso valorizar tanto a bebida quanto o pão, sem deixar que um sobressaia em relação ao outro. Pães pesados e aromatizado com especiarias pedem vinhos encorpados, assim como os pães mais neutros devem ser acompanhados de vinhos leves.
Associar vinhos e pães de uma mesma região também pode facilitar a escolha. Outras dicas, menos evidentes, ajudam a evitar combinações inadequadas. O vinho nunca deve ser menos doce que a sobremesa, para que não tenha um gosto fraco e azedo, os pães mais picantes pedem vinhos com acidez mais presente.
Durante um jantar com vários pratos, pães e vinhos, deve-se começar pelos brancos. Depois, vêm os tintos mais leves e só então os tintos encorpados. Vinhos secos também devem vir antes das refeições.

Taí uma boa sugestão para suas festas de fim de ano!

  • Pão de centeio; insubstituível com frutos do mar ( peixes e crustáceos. )
  • Pão de castanha; ótimo com queijo, carne de caça e foie gras.
  • Ciabatta com mix de azeitonas pretas e verdes, harmoniza bem com saladas, mussarela de bufala ou simplesmente como aperetivo regada de um bom óleo de oliva.
  • Ciabatta tradicional é perfeita para um lombo assado.
  • Pão de nozes fica perfeito com saladas e queijos.
  • Pão de avelãs; simplesmente divino com um bom salaminho italiano.
  • Pão de cereais; é bom com linquiças, salsichas e embutidos em geral, principalmente com patês de foie gras.
  • Rabanada; simplismente divina com o bom sorvete de baunilha regada com azeite composto de ervas.
  • Panetones de chocolate; ótimos com um bom café expresso
  • Panetones com frutas cristalizadas; perfeitos no café da manhã
  • Pão de damascos com bacon, fica bem com vinhos mais frescos.

2009-09-24

GREEN BAKERY


Fotos por: Hemang S.

Quem vai de bicicleta ganha 25% de desconto nos produtos da Birdbath Green Bakery. É isso aí! A padaria verde da cidade, tem lá os seus funcionários com seus uniformes de cânhamo, que vedem produtos ecologicamente correto. Para início de conversa a energia é eólica, o piso é todo de madeira de demolição, o leite sempre vem de uma fazenda que fica logo ao norte de Manhattan. Mas tudo isso é só o começo. Os pães, cookies, muffins e brownies, são produzidos apenas com ingredientes orgânicos: farinhas integrais,açúcar, manteiga, chocolate, aveia, uva passa, noz. Toda a produção é artesanal e local. . E os alimentos que lá servem de base não só para os quitutes, como para utensílios. Os copos são à base de milho, portanto, biodegradáveis. As embalagens são de papel e as prateleiras e bancadas 100% de papelão reciclado e prensado. A pintura interna e externa é não tóxica, e as entregas são sempre feitas em bicicletas. Serviço: 7th Ave. South at Charles St., West Village e 223 i st Ave., East Village.


2009-09-18

BOULANGERIE POILÂNE


O PADEIRO


Lionel Poilâne foi o homem do pão. Responsável direto por uma das poucas filas prazerosas que se pode fazer, ainda hoje, diante da padaria inaugurada por seu pai, na rua Cherche-Midi em Paris. O mesmo lugar das horríveis filas por pão durante a Segunda Guerra.

A padaria foi aberta em 1932 e, como não fechou durante a ocupação alemã de Paris, depois da guerra seu pai foi acusado de ser colaboracionista.
Mas Lionel Poilâne é hoje visto como quem resgatou o pão do seu lento declínio como ocorria na França, e, nesse exato sentido, é verdadeiramente um herói da resistência. Além disso, recuperou 38 dos 80 pães regionais franceses, que caiam em esquecimento.

Dizia ter vocação para piloto, não para padeiro. E morreu em 2002 pilotando seu helicóptero, em direção à sua ilha particular, na baia de Cancale, na Bretanha. O que nos ficou foi sua habilidade com as massas, não com as máquinas de voar.

Apesar de haver inventado um pão de dois quilos que leva seu nome, considerado o melhor pão do mundo, suas receitas de pão praticamente inexistem. Ele fazia o pão “a olho”, misturando água, farinha e fermento, acompanhando o desenvolvimento da massa cheirando e apalpando. Preferia o fermento espontâneo, feito domesticamente, que garantia uma fermentação mais lenta, dando ao produto um aroma frutado e ácido impossível de se conseguir de outra maneira.

Sua farinha predileta era a cinza, próxima da atual “integral”, obtida por peneira específica para farinha. Dizia que o pão branco tornara-se um ícone depois da guerra, por oposição aos pães de farinha grosseira que predominaram no período. A farinha branca virou um sinal de status burguês, ao passo que a farinha integral passou a ser vista como ingrediente dos pães de pobres.

Poilâne não entendia porque o pão não recebia um tratamento gastronômico como o vinho. Bastava observar a bibliografia sobre ambos. Mesmo assim, conseguiu reunir mais de 2.000 volumes sobre pão, na biblioteca de sua ilha privada. Em 1981, escreveu o
Guide de l'amateur de pain – obra fundamental que, infelizmente, os editores brasileiros ainda não descobriram.

O livrinho destrói muitos dos nossos mitos sobre o pão. Por exemplo, ele não acreditava ser possível fazer um bom pão em escala doméstica, mesmo utilizando fermento artesanal (endógeno). Para ele, a escala mínima para se fazer o bom pão é de sete a dez quilos. Claro, se pode fazer para a semana toda e congelar!, recomendava numa solução de compromisso.

Muito interessante sua reflexão sobre o sanduíche. “Se aceitamos a definição de que uma refeição é a alimentação que inclui o pão, o sanduíche é a refeição onde o pão inclui a alimentação. Entre a refeição e a anti-refeição existe uma espécie de compromisso: a pizza”.

Poilâne é a dignidade do pão que resiste à vida plana a que a industria da panificação o relegou.

2009-09-16



ARTESANAIS, INTEGRAIS E ORGÂNICOS

No início da decada de oitenta comecei a fazer produtos integrais como: biscoitões de aveia com passas e castanhas, tortas de banana e maçã, pães 100% integrais usando especiarias e pequenos bolos com frutas da estação. Hoje faço questão de usar apenas ingredientes 100% orgânicos para fabricação dos produtos artesanais.








2009-08-26

Festival Internacional de Cultura Gastronomia de Tiradentes, 2009





Os renomados chefs estrelados pelo Guia Michelin, ( Philippe Labbè, Marc Meurin, Roland Villard, Emmanuel Ruz e Fernando Canales,) fazem os festins, e darão os cursos na praça da simpática Tiradentes. Esse ano o festival acontece entre os dias 21 à 30 de agosto, 2009.

2009-08-25

Um lugar especial


Casa Cheia, um lugar especial dentro do mercado central.
Além do mineirinho valente ( canjiquinha com queijo, lombo defumado, costela desossada ao vinho e espinafre,) fomos surpreendidos com o Porconóbis de Sabugosa( costela suína, linguiça calabresa, milho verde cozido, ora-pro-nóbis e especiarias.) Vale conferir!

O Q que a baiana tem?



Na palha da banana

Peixe Assado na Palha da Banana, foi um dos quitutes que a Chef baiana Dadá, ofereceu no festin do Santorini Gourmet. Alem desse prato, foram servidos: Xinxim de Galinha, Caruru, Vatapá e a deliciosa Moqueca de Siri Catado. De entrada ela teve o cuidado de soltar o caldo de Sururu, Bolinho de Frutos do Mar, Abará e Acarajé. De sobremesa não podia faltar o Negão da Dadá, um deliciso bolo de cacau.

2009-08-06

Experimente; é irresistível

Uma equipe formidável!
Em parceria com o chef Paulo Neves da banqueteria Ghee em São Paulo, realizamos as festas da fazenda da tv record. Surpreendendo até mesmo toda a produção!

Ghee Banqueteria, uma cozinha gostosa!


As tendências dos pães artesanais.




Viennoiserie!



Pão de centeio com kümmel, tudo de bom!





Fougasse enriquecida com germem de trigo.






Banettes e os pães rústicos sem açúcar e gordura.








Tabatière enriquecido com germem de trigo e linhaça.







2009-07-23

Q NEM ROSA

Numa atmosfera de tranquilidade e liberdade, Piacatuba será palco de mais uma edição do festival de gastronomia e cultura. Um lugar desenhado pela natureza exuberante, com suas ruas de pedras e casarios coloniais. Q Nem Rosa Focacceria, entra nessa atmosfera, cujo cardápio enxuto ultrapassa os limites do prazer!

2009-06-19

A ELEGANCIA DE PIACATUBA







Entre as montanhas de minas, Piacatuba é a pequena e simpática vila que fica entre Cataguases e Leopoldina.
Charmosa e hospitaleira, a vila oferece o silêncio e
a calmaria das montanhas de minas, com passeios agradaveis e uma culinária típicamente mineira.

No final de julho, entre 29 a 02 de agosto, Piacatuba vai oferecer um saboroso festival de cultura e gastronomia, que já está em sua 4ª edição.
Vale conferir!

2009-05-25

Memória


Respondendo a um texto de Nina Horta — “Tiradentes e gafanhotos” — Luiz Henrique Horta publica uma carta, em novembro de 2003, oportuna no seu entusiasmo sincero, para dizer do arrebatamento de “um jovem padeiro, animadíssimo, falando com lágrimas nos olhos, de Poilane, sobre levedura, sobre esta profissão mais bonita que existe”. Prossegue: “Cheio de idéias, querendo fazer uma escola para reciclar os padeiros da região, dando pães novos para as pessoas da cidade conhecerem, numa missão civilizatória, mais do que um negócio”.Marcos Carneiro é o jovem padeiro. E é tão arcaico o seu gosto pelo pão, que ele não sabe dizer quando este nobre alimento lhe interceptou o caminho. Mas foi cedo. Autodidata, portanto, fazendo pão em Ubá, ainda adolescente, era herdeiro, sem sabêlo, da corriqueira formação francesa destes profissionais: a tradição da boulangerie, forjando na cozinha de casa, o gosto pelo pão. Ao talento e vocação, Carneiro agregou formação, aperfeiçoamento e trabalho. Freqüentou a Escola de Gastronomia de Campos do Jordão e cursos de boulangerie e pâtisserie com Giacalone Regis em São Paulo.Inicia-se profissionalmente, com a padaria Amigos do Trigo, em Laranjeiras, RJ. Trabalha, anos mais tarde, com Olivier Anquier, em SP. Em Tiradentes, MG, cria a "Oficina do Trigo escola de fazer pão," como consultor, presta serviços para Padaria Bonomme e Ah! Bon, em Belo Horizonte, MG. É o boulanger convidado pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro) para montar a “O Café Casa Brasil”, em Atenas, nos Jogos Olímpicos de 2004. Trabalha no Carême Bistrô de Flavia Quaresma, no RJ. É responsável pelos pães do Festival Internacional de Cultura e Gastronomia de Tiradentes, nas suas sete edições e na primeira de Búzios,RJ. Atualmente, residindo no RJ, atua como consultor para restaurantes, criando harmonizações entre pães, pratos e bebidas. Sabe que o pão pode congregar pessoas desde a sua feitura, até o momento em que o compartilhamos a mesa. No projeto "Escola de Fazer Pão," Marcos pretende fazer a semeadura do trigo: plantar junto, colher junto, celebrar junto. Clarice Lispector escreveu assim: pao é amor entre estranhos”. Olhando o percurso do padeiro e, vendo o fascimo de quem prova dos seus pães, de pronto a gente entende a Clance.

Cássia Marins.

2009-05-02

REINVENTANDO O PÃO DE QUEIJO em TERRAS GREGAS



Entre atletas, jornalistas, dirigentes e o público que passaram lá pela Casa Brasil - situada em uma das áreas mais nobre de Atenas, ao lado do histórico Estádio Panatinaiko. O pão de queijo foi um dos quitutes mais apreciado. Cheguei a produzir cerca de 1300 mine pães de queijo por dia. Todos os visitantes, principalmente os estrangeiros devoravam uns seis a oito pães sem pestanejar... o ministro dos Esportes na época, Agnello Queiroz, deu nota 10.


Mas, como tudo nas olimpíadas exige esforço e dedicação, fazer a delicia mineira em terras gregas não foi tarefa facil. Quando cheguei por lá logo percebi que não havia um ingrediente fundamental: o queijo de minas. Então, pesquisei e acabei misturando três tipos de queijos (féta, kasséri e parmezon)para chegar ao sabor perfeito. Outra dificuldade que eu encontrei por la foi o polvilho azedo que não estava dando o resultado desejado, e acabei substituindo por farinha de tapioca.




PRA FAZER

  • 1000g farinha de tapioca
  • 1000g queijo féta
  • 350g queijo kasséri
  • 200g queijo parmezon
  • 4un ovos médios
  • 180g manteiga sem sal
  • 15g de sal


  • Bata tudo junto numa batedeira
  • Até ficar uma massa homogênea
  • Formar as bolinhas e levar pro freezer
  • Assar em forno médio por meia hora

Bom apetite!